16 novembro 2015
16 novembro 2015, Comentários 0

imagem-depoimento-2015-11-16E o mundo ficou Odara!
Além das orações diárias e da firmeza de propósito de que minha filha nasceria no CPN, já me imaginava descrevendo o trabalho de parto, a interação entre eu, meu marido e nossa doula, tudo ilustrado com fotos, etc. Mas Odara tem me mostrado, desde o início da gestação, que preciso aprender a lidar com o que está fora do meu controle. Preciso aceitar, relaxar e ser feliz!

Tivemos uma gestação super tranquila, sem intercorrências. Eu, sempre reforçando quando me perguntavam que sim, ela nasceria no CPN. Lá no fundo, claro que havia um receio de que um plano B fosse necessário, mas minha fé era muito grande. Além das características do local e dos serviços prestados, a energia é inegável. Ainda mais para a nossa família, pois o vovô paterno é parente de Divaldo Franco e fora criado na Mansão quando criança. Espiritualmente, tínhamos certeza de que estávamos conectados àquele lugar. E estávamos.

Com 39 semanas e 4 dias, já tinha parado de trabalhar para descansar e me conectar com o parto. Passei a semana em casa namorando o quarto, as coisinhas dela e chamando nossa filha ao mundo. Com poucos sinais e tudo sob controle, senti uma primeira contração no almoço de sexta, dia 30. Ao longo da tarde, elas continuaram, ainda brandas e me fazendo pensar que durariam dias. A noite chega, elas ficam mais ritmadas e começo a monitorá-las só porque achava que devia. Sentia cerca de três por hora e comecei a duvidar se conseguiria dormir naquela noite. 0h, 1h, 2h… as dores aumentaram e o xixi era constante. Às 3h05, durante uma contração, a sensação de uma bexiga estourando dentro de mim. Água. Opa! Mas esses pródromos evoluíram rápido! Continuamos calmos em casa, sentei na cama, liguei a TV. O amigo tampão então deu as caras e, com ele, o calor no coração de que ela estava chegando.

Em contato com nossa doula, Cintia de Jesus, ela nos orienta a ir ao CPN auscultar o bebê, já que naquela altura não conseguia senti-la mexer. Às 4h30, todos os trecos no carro e lá fomos nós. No carro, Odara volta a mexer. Ufa! Mas as contrações mais fortes já me impediam de fazer alguma coisa ou falar durante a dor. Após a avaliação num CPN calmo de começo de sábado, às 5h25, aviso à Cintia que estava com 5 cm de dilatação. O médico, Dr. Zé Valter, me disse, inclusive, que conseguira tocar a cabeça de Odara. Eu continuava tranquila, mas pensando “mas já???”

Fomos admitidas! Viva! Feliz, satisfeita e relaxada, tenho certeza de que ela sentiu que poderia vir em segurança. Às 6h12, me lembro da sensação de escrever algo como um pedido de socorro para Cintia: “contrações muito intensas. 3 em 3 min”, porque ela não tinha chegado ainda e o pai voltara em casa para procurar sua carteira que tinha sumido. O quarto que iríamos ocupar estava sendo preparado, então fiquei na sala de admissão, sozinha – já que a expectativa era de que o parto deveria acontecer no final da manhã. O médico me perguntou “não quer andar?” e eu respondi “daqui a pouco eu vou”. Que nada, meu subconsciente sabia que não precisava e nem daria tempo.

Fui começando a sentir vontade de gritar durante as contrações e já não tinha condições de monitorá-las. Não sabia de sentava, levantava, deitava… só conseguia andar pela sala, desnorteada de dor. Aí o CPN inteiro só ouvia os meus gritos e o médico retorna e me pergunta “está com vontade de fazer força?” e eu “muitaaaaaa!!!”. Voltamos para a cama para que ele visse como o TP estava evoluindo e surpresa: dilatação total! Corre médico, corre enfermeira, chegam os aparatos e vamos começar a fazer força! Graças a Deus, o marido chega a tempo e já me encontra fazendo força. Pelo que me lembro, cerca de três contrações bastaram e veio nossa Odara, escorregando como um quiabo às 06h42 do dia 31/10/2015.

Acho que fiquei em choque. Não deu tempo de entender que aquilo tudo estava mesmo acontecendo, tão rápido, tão tranquilamente! Com Odara no meu colo, Cintia entra pela sala. Lembro da sua carinha de passada por não ter conseguido chegar a tempo.

Pronto! Acabou! Ou melhor, acaba de começar o resto das nossas vidas! Fomos para o quarto e, desde então, somos só alegria, felicidade, amor, ocitocina, bênçãos, bênçãos e mais bênçãos. Ela é linda, saudável e proporcionou à mamãe e papai o parto mais inesperado, tranquilo e desejado que poderíamos sonhar. Tanto que a mãe durona que disse aos amigos que não sabia quando avisaria da chegada de Odara se derreteu e foi a primeira a sair ligando para todos e mandando fotos e, no sábado mesmo, já tivemos visitas de alguns queridos.

Gratidão ao CPN, por viabilizar nosso sonho com tanta simplicidade e tranquilidade. Gratidão a todos os guias espirituais que nos conectaram com aquele lugar e nos permitiram viver esta experiência. Mas não poderia ser diferente, já que Odara significa paz, tranquilidade e sintetiza a ideia de beleza suprema, qualificando tudo o que é bom, bonito e positivo.

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