24 agosto 2016
24 agosto 2016, Comentários 0

Após exitosa tarefa em Minas Gerais, o Arauto do Espiritismo dos dias atuais, Divaldo Pereira Franco, desenvolve atividades em quatro cidades no período de 23 a 28 de agosto de 2016: Canela, Caxias do Sul, Porto Alegre e Novo Hamburgo.

Em Canela, onde está visitando pela primeira vez, o Professor, conferencista e médium Divaldo Franco apresentou o tema: A consciência perante o mundo atual, no Teatro Municipal da cidade. O evento foi patrocinado e organizado pela União Municipal Espírita de Canela/RS – UME-Canela. Esse trabalho integra quatro instituições espíritas: A Sociedade Espírita Bezerra de Menezes, a União Espírita Francisco de Assis e a Sociedade de Estudos Espíritas Sementes do Evangelho, de Canela; e a Sociedade Espírita Esperança, de Gramado, todas formando uma exemplar parceira de trabalho e dedicação em divulgar a Doutrina Espírita.

A mobilização fraternal e caridosa de todos os envolvidos nesse evento – organizadores e participantes – gerou o saldo de 350 quilos de alimentos doados ao Oásis Santa Ângela e ao Centro Social Padre Franco, de Canela; e ao Lar de Idosos Maria de Nazaré, de Gramado. Além desse esforço em prol da arrecadação de alimentos, foram coletados e doados ao Hospital de Caridade de Canela, 181 pacotes de 500 folhas de papel tamanho A4.

 

Antes da conferência, Divaldo foi entrevistado pelos jornais Nova Época e Integração e pela Rádio Clube FM. Os assuntos foram sobre a aceitação do Espiritismo no Exterior e o seu acolhimento, e os aspectos filosófico, científico, ético/moral de consequência religiosa, a solidariedade que deve existir entre as criaturas humanas, os conflitos da atualidade demonstram que a crise atual é oriunda da crise individual, e a necessidade que cada indivíduo faça a sua própria transformação moral. Falando ao vivo para a Rádio Clube FM, Divaldo disse que falaria a seguir, na conferência, sobre temas da atualidade, a consciência, sobre os aspectos, sociológicos, éticos e morais, filosóficos, a solidariedade, quando, então o homem seria menos egoísta. Endereçou elogios aos trabalhadores do Espiritismo e os cidadãos de Canela e região.

Após bela apresentação musical pelo grupo composto de trabalhadores das casas espíritas envolvidas na programação e execução do evento, Divaldo assomou à tribuna para dizer que o enigma da criatura humana é ela própria. Para compreender a criatura humana foi criada a filosofia, que deparou-se com um grande desafio, a vida após a vida do corpo. Antes e depois de Sócrates, diversos pensamentos foram desenvolvidos com o objetivo de conhecer em profundidade o ser humano, o desafio do autoconhecimento, conforme o filósofo grego encontrou no Santuário de Delphos: Conhece-te a ti mesmo. Essa lapidar expressão é a melhor informação para que o homem descubra o sentido da vida. A vida é, além da manifestação material, a realidade última do ser.

As 5 características essenciais do ser humano, segundo a proposta do médico psiquiatra e psicólogo cubano Emilio Mira y López, são: personalidade, conhecimento, identificação, consciência e individualidade.

De acordo com esse estudo, todos os indivíduos possuiriam máscaras (personas) que utiliza para a convivência social. Essas máscaras representam o Ego e que se distingui da realidade profunda, ou seja, a essência (Self). A condição de ser e a de parecer propicia um dos grandes conflitos existenciais a serem vencidos pelo ser humano.

George Gurdjieff estabeleceu que o ser humano é uma essência divina abrigada na matéria. Seu discípulo, Pedro Ouspensky, classificou o ser humano em quatro níveis de consciência: 1ª) Consciência de sono; 2ª) Consciência desperta; 3ª) Consciência de si mesmo: Neste nível o autor apresenta as funções da máquina – o ser humano. A primeira função é a intelectiva. A segunda é a emocional. Na ordem estão as funções: instintiva, motora e sexual. A sexta função é a emotiva superior, e a intelectiva superior é a sétima. Estas funções devem ser administradas por essa consciência de si mesmo. Peter Ouspensky denominou o quarto nível como sendo o de consciência objetiva, que Allan Kardec chamou de consciência cósmica.

As aspirações de cada um, os seus objetivos de vida, são os fatores que determinam em que nível cada pessoa se encontra.

Segundo essa análise sobre a consciência, o ser humano ao atingir o nível de consciência de si, a máquina humana funcionaria executando sete funções principais: intelectiva, emocional, instintiva, motora, sexual, emocional superior (moral) e intelectiva superior ou coletiva. A última característica do ser humano é a individualidade, ou conforme a classificação junguiana, o Self, ou seja, o ser espiritual profundo em perfeita identificação com Deus.

A consciência, segundo Carl Gustav Jung, que escreveu febrilmente durante três dias e três noites o livro Resposta a Jó, é o estado de lucidez, ou, o momento quando o Ego toma conhecimento dos conteúdos psíquicos do indivíduo.

Narrando dois expressivos casos, Divaldo apresentou exemplos de consciência. Um ainda por despertar, o outro já desperto, doou-se completamente aos seus irmãos em necessidade como fez o Dr. Albert Schweitzer.

A consciência perante o mundo atual ainda se encontra produzindo perturbações como individualismo, o consumismo, a sexolatria, a ansiedade. A educação do pensamento seria, portanto, essencial para o processo de cura integral do ser humano, tirando-o da crise moral. Somente a consciência reta, dos hábitos corretos, produzirá o homem bem-aventurado, feliz. O exercício da solidariedade, da fraternidade, da caridade, o de estar pleno em si e em Deus, são os indicativos do homem consciente.

O público, formado por mais de 650 pessoas, foi estimulado a não desistir de sonhar, de se tornar útil e dedicado ao próximo. Divaldo Franco, finalizando, e elevando os sentimentos dos presentes, recitou o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues. Os aplausos foram demorados, calorosos e fortes. Na sequência do encerramento foi cantado pelo grupo musical a canção Paz Pela Paz, de Nando Cordel. O público entusiasmado e vibrando cantou junto, em bonito coro.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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