10 fevereiro 2017
10 fevereiro 2017, Comentários 0

Idealizada a mais de onze anos, a Caminhada da Paz, realizada em Barreiras pela Comissão Voluntária pela Segurança e Paz em Barreiras, está na sua sétima edição, arrastando pelas avenidas mais de 4 mil pessoas.

Fazendo companhia ao médium e orador Divaldo Pereira Franco, eu e Lucas Milagre saímos de salvador em companhia dele no mesmo voo, nesta sexta feira, dia 10/2, atingindo Barreiras pontualmente as 16 horas.

No aeroporto modesto estavam a postos um grupo de trabalhadores espíritas da cidade e de Vitória da Conquista, entre os quais as lideranças de Minervina Cunha, vinculada à UEB – União Espírita de Barreiras e Antonio Barreto, diretor da UEVC – União Espírita de Vitoria da Conquista, além de amigos e admiradores da obra social e espírita de nosso Divaldo.

 

 

Seguimos todos de carro montanha abaixo para a cidade e após troca de camisa e frugal refeição, refeitos, rumamos todos para a Câmara de Vereadores, de onde sai todos os anos a Caminhada da Paz, rumando para a Praça Castro, ponto central de Barreiras.

Em números redondos, tínhamos aproximadamente 4 mil pessoas, contando com suporte da Polícia Militar na disciplina do trânsito. Chegamos às 17 horas na Praça Castro Alves onde um carro de som servia como palco, lançando à multidão um brado pela paz.

Apresentado pelo seu idealizador, Gil Arêas, este frisou a luta pela cidadania e por uma Barreiras mais pacífica, frutos que virão após a união de todos em torno de um ideal comum. Em seguida, passou a palavra para uma moradora local, que a todos emocionou no seu depoimento, quando teve a vida de uma filha ceifada de maneira bárbara e cruel a 22 anos, ainda hoje carregando a dor da saudade e o desencanto pela impunidade do homicida. Em seguida, duas jovens estudantes leram poesias de suas autorias, todas enaltecendo a paz como caminho para uma sociedade mais justa e fraterna.

Ato contínuo, falou o convidado evangélico, que pediu a todos que coloquem Deus no pensamento e nas ações, laborando para diminuir os altos índices de violência da região. Após, tomou a palavra o Bispo Diocesano, Dom Josafá, que clamou por uma Barreiras menos agressiva e violenta, orando para a massa o Pai Nosso como resposta dos céus aos clamores humanos.

Convidado a falar, Divaldo Franco se referiu aos altos índices de violência no Brasil, que somente em 2015 ceifou nas ruas mais de 107 mil brasileiros, sendo metade por arma de fogo e a outra metade no trânsito caótico de nossos dias. Referiu-se que a violência precisa de educação para extinguir-se, ao tempo que o coletivo social somente será harmônico quando o indivíduo também se pacificar interiormente, demonstrando como a violência explode de uma hora para outra, citando o caso do Estado do Espírito Santo, convulsionado a mais de uma semana em razão da greve da Polícia Militar, contabilizando até a presente data mais de 100 homicídios.

Pediu que cada um seja melhor marido, melhor esposa, melhor pai e mãe, educando seus instintos e educando seus maus pendoes em relação a si mesmo e em relação a terceiros.

Citou Jesus como o grande pacifista da História Universal, jamais tendo reagido à agressão que sofreu de seus algozes.

Por final, falou a mãe de santo, ali representando uma expressiva parcela de adeptos dos cultos afro, desejando a todos paz e harmonia para enfrentamento dos dias violentos que ora atravessamos.

Já quase dezenove horas, o ato foi encerrado pelo seu idealizador, Gil Arêas, rumando todos em estado de júbilo e felicidade para casa.

Texto: Marcel Mariano
Fotos: Lucas Milagre
Barreiras, 10.2.2017 – sexta feira

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