11 fevereiro 2017
11 fevereiro 2017, Comentários 0

As razões do sofrimento – Divaldo Franco

O teatro Maria Pires Perillo, da cidade de Itumbiara no estado de Goiás, recebeu um público de 1000 pessoas para participarem do seminário As Razões do Sofrimento Humano proferido pelo tribuno Divaldo Franco.
A partir do mito de Narciso símbolo maior da vaidade e do egoísmo, Divaldo foi elaborando um paralelo entre a narrativa da história e os conceitos psicológicos da criatura humana, tais como o caráter transitório da beleza física e de seu aprisionamento no mundo do amor por si próprio fixando sua atenção na observação dos aspectos externos de si mesmo sem a preocupação do autoconhecimento e também da possibilidade de conhecer os outros.
Da mitologia grega Divaldo busca na biografia e fatos do príncipe Siddhartha Gautama.
A maneira alegre, despreocupada e prazerosa que vivia no Palácio onde o príncipe se encontrava recluso em flagrante contraste com a vida além dos muros do palácio.
De forma clara e bastante didática, Divaldo utiliza-se desse confronto de situações para discorrer sobre a realidade e ilusão.

 

 
Após ultrapassar os muros palacianos, o príncipe se depara com situações que inexistiam na vida palaciana as quais ele não compreende. Constata a existência do sofrimento em 3 níveis: o físico, o emocional e o psíquico.
A partir dessa experiência o príncipe Siddhartha busca encontrar na meditação as causas dos sofrimentos e principalmente o remédio para diminuí-los.
A partir desse ponto Divaldo passa a abordar a temática do sofrimento humano baseado na Doutrina Espírita.
Utilizando-se de episódios e vivências pessoais, e com rara maestria, Divaldo transforma um tema árido e pesado como o sofrimento em algo mais simples e fácil de ser compreendido desanuviando e oferecendo a todos a lógica inquestionável da Lei de Ação e Reação.
Divaldo proporcionou a todos, a oportunidade de escolhermos a sempre eficaz alternativa da Realidade, mediante o reconhecimento dos nossos equívocos e do enfrentamento das consequências dos nossos atos sem contudo desperdiçar energia no desenvolvimento da culpa. A alternativa seria o subterfúgio de fugirmos para o mundo enganoso e ineficaz da Ilusão.

Texto: Djair de Souza Ribeiro
Fotos: Sandra Patrocínio

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