31 julho 2016
31 julho 2016, Comentários 0

Às 18 horas, ao alvorecer do dia 31 de julho de 2016, iniciou-se a segunda parte do Movimento “Você e a Paz”, na cidade de Amparo.

Reflexões sobre a paz foram transmitidas por Dom Luiz Gonzaga Fechio, Bispo Diocesano de Amparo; Pastor José Lima, da Assembleia de Deus Ministério do Belém de Amparo e Divaldo Pereira Franco, fundador do Movimento.

O Pastor José Lima, da Assembleia de Deus Ministério do Belém de Amparo, iniciou as mensagens da noite com a Parábola do Bom Samaritano, reforçando a importância da fraternidade para uma cultura de paz.

Dom Luiz Gonzaga Fechio, Bispo Diocesano de Amparo, abordou a globalização da indiferença entre os seres humanos e afirmou que o mundo vive momentos assustadores de violência. Para ele, o ser humano comove-se com a violência distante e se esquece da ocorrida em sua própria vida cotidiana. Citou palavras de ordem de paz do Papa Francisco e mencionou a importância compaixão, cantando em uníssono com a plateia a Oração de São Francisco.

 

Divaldo Pereira Franco, fundador do Movimento, iniciou sua fala abordando a importância do amor entre as pessoas e mencionou a frase de Gandhi: “Se um único homem atingir a plenitude do amor, neutralizará o ódio de milhões e o mundo estará salvo”. Ressaltou ainda, que não existe um caminho para paz, mas que a paz é o caminho. Referiu-se a Allan Kardec e reforçou a importância do amor para a paz, lembrando que esse inicia-se com a educação moral no lar e na tolerância entre os parceiros, que o transferem para os filhos.

Para ilustrar, recontou, à sua emoção, a Lenda do Esconderijo Seguro, ditado pelo Espírito Selma Lagerlöf. Ante a expectação geral dos anjos, o Deus explicou que desejava ensinar aos homens e mulheres uma forma condigna para O buscarem. Todos sabiam que Ele residia no Paraíso, cujo endereço era muito conhecido, e para onde se dirigiam suas queixas e desgostos, raramente a gratidão e o amor. Assim, Ele estava pensando, pelo menos por um período, transferir-se da sua morada, para um lugar onde fosse difícil de ser encontrado. Isso seria uma espécie de férias que Ele desejava experimentar… E Deus passou a residir no coração do ser humano, somente sendo encontrado por aqueles que realizam a viagem interior, autoiluminando-se e amando profundamente ao seu próximo. Durante a narrativa, Divaldo, numa homenagem ao amigo de longa data, complementou a história, dizendo que quem indicou a Deus o lugar do esconderijo seguro, foi um lindo anjinho negro de olhos verdes, o Anjo de Niteroi: Raul Teixeira.

Depois de diversas reflexões, sobre a tolerância, a compaixão e o amor como pilares da Paz, narrou ainda que havia um casal que estava unido há 40 anos. O marido, já insatisfeito com sua esposa, possuía uma amante, que lhe pediu que se divorciasse. Certo dia, ele saiu de seu trabalho, chegou em casa e viu a mesa posta. Não pensou duas vezes em solicitar a separação matrimonial à esposa, complementando que lhe daria 30% de ações da empresa, a mansão, o carro e uma boa pensão para ela e o filho. A mulher gritou, blasfemou, falou mal e depois foi para seu quarto e não deu a resposta desejada.

Passou-se o segundo, o terceiro e enfim o quarto dia, o marido chegou em casa e viu sua mulher sentada na cadeira, escrevendo várias páginas. Ela estava com uma vibração de ternura, amor, muito carinho. O esposo, vendo-lhe, ficou abismado com a atitude de tamanha paz e indagando sobre o divórcio, ela respondeu que o daria sobre duas condições: ele teria de esperar 30 dias, pois nesse período o filho iria prestar o vestibular tão almejado, e também a teria de carregá-la no colo, do quarto para a sala, todos os dias. O homem aceitou sua condição e todos os dias antes de trabalhar carregava sua esposa do quarto para a sala. Um dia, seu filho vendo tal cena, ficou imensamente feliz, acreditando que o casal estava se reconciliando.

Passou-se o quinto, o décimo, e então no décimo quinto dia, sua esposa usou o perfume da noite de núpcias e um vestido que a deixou muito interessante. Mas ela, estranhamente, estava ficando magra e pálida. Passaram-se os dias e ela continuava cada vez mais sem cor, sobrando pano em suas roupas. No vigésimo sexto dia, o homem foi à casa de sua amante e disse que não iria pedir mais o divórcio. Esta, revoltada, xingou e bateu-lhe a porta. Mas o marido não se abalou, foi até uma floricultura e comprou um buquê com 12 botões de rosas vermelhas para sua esposa. Chegou em casa assoviando de felicidade, foi até o quarto, sentou-se na cama ao lado de sua esposa . Ela olhou para ele e, enfraquecida fisicamente, apontou-lhe uma carta, com os seguintes dizeres: “Querido, eu lhe pedi 30 dias para o divórcio, porque fui ao Oncologista e este me disse que eu estava com câncer no útero. É fatal e não há nada a fazer e no prazo de no máximo 30 dias estarei morta . Não quero suas ações, nem sua mansão, seu carro, seu dinheiro. Quero apenas lhe dizer que te amo e não queria que você se sentisse culpado pela nossa separação.” Nesse momento sua esposa faleceu, deixando-lhe o sentimento de arrependimento por não ter demonstrado mais amor à sua companheira de tantos anos. Divaldo finalizou sua mensagem sobre o Amor e a Paz, com o Poema da Gratidão.

Durante o encerramento do encontro, houve ainda a apresentação do Musical América, com Jean William e Jazz Trio, tendo a participação especial de Fafá de Belém. Instituições, e trabalhadores que se empenham no ideal da Paz foram homenageados e reconhecidos através do troféu Você e a Paz.

Texto: Equipe do Livro do Estado de São Paulo.
Fotos: Sandra Patrocínio e Edgard Patrocínio.

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